Publicado por: jessica grant | 04/05/2010

Fim-de-semana

Sai com minhas amigas para comemorar o aniversário de uma delas. Eis que no meio da balada, eu parada lá no cantinho, um cara de trinta e tantos anos atravessa todas as minhas amigas:

– Posso fazer uma pergunta? Você gosta de menino ou menina?

Careca, com camiseta xadrez masculina, dá pra entender porque por que o cara supôs que eu fosse lésbica. Não é a primeira vez que alguém acha que, por ter raspado o cabelo, não curto homem. E eu só penso: pra que estes “tipos”? Pra que classificar o gosto da pessoa pelo estilo? Acho estranho, mas, bom, não me incomoda, então tudo bem…

Mas a noite seguiu e fui pegar taxi para ir dançar em outro lugar (porque quem gosta de dançar, gosta de dançar, e não de balada). Abraçando a mim mesma para tentar me livrar do frio, eis que o taxista solta:

– Tá esfriando, né? E você com esta careca de fora…

É, tinha esquecido minha boina. Mas a gente segue a vida assim, com pequenos elogios, pequenas críticas, gente achando que pode opinar sobre minha escolha de raspar o cabelo como se entendessem. Vou aprendendo a ignorá-los ou a guardar os bons conselhos.

Mas aprender de verdade, estou é aprendendo a fazer piadas. “Preciso pentear meu cabelo, peraê”, “Tá bagunçado?”, “Mas, cara, tá chovendo, e meu cabelo?!”… Daí, ontem, entrevistei uma banda muito boa do Rio Grande do Sul, a Apanhador Só, e perdi a oportunidade de uma piada muito boa. Tsc, tsc…

– Foi boa a entrevista, mas você não fez nenhuma pergunta cabeluda… – disse brincando Alexandre, o vocalista com um dos olhares mais bonitos que vi nos últimos meses. Todos tinha cabelos volumosos, especialmente os cachos dele e do baterista Martin, e ele se referia à cabeleireira mesmo.

Eu lá podia ter tascado um “ah, é que não tenho mais experiência nesta área”, mas só respondi um “não costumo fazer isto”, rindo. Perdi a piada, poxa. Simples, claro, piada boba, mas é assim que a gente é feliz, não é?

Acham que este blog vai durar pra sempre? não é possível existir tantas histórias sobre careca, queridos… Jajá eu vou parar por aqui, e deixar registrado este período da minha vida pra ler um dia qualquer, depois… Mas vocês podem acompanhar meus continhos no apulga.wordpress.com…!

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Responses

  1. “dá pra entender porque o cara supôs que eu fosse lésbica.”

    É por que, não porque.

    • obrigada… sempre confundo algumas regras! =)

  2. meu, parabens pela coragem de nao ligar pro que as outras pessoas te digam, te admiro.

  3. As pessoas a-do-ram rótulos para sair distribuindo nos perfis que eles criam para os outros… não é por nada, só pra saber… e se puderem encherão daquelas coisas que eles desaprovam… só pra se sentirem pseudodeuses por alguns minutos.

  4. Olha, se eu não fosse casada e mãe, meu pai teria infartado no dia que raspei a cabeça, porque pra ele mulher de verdade tem que ter o cabelo na cintura…
    Realmente agora atraio mais olhares de meninas que acham que por eu não ter cabelo posso ser uma possibilidade.
    Bjks

  5. Jess… Em plena sexta feira a noite sem fazer nada em casa, resolvi entrar no seu facebook… Quando de repente me deparo com uma Jessica que eu não conhecia, com uma carga imensa… Uma Jessica simplesmente completa e pronta para se preencher mais e mais … Estou orgulhosa de você, parabéns… Sempre que der irei “bisbilhotar” um pouquinho de você, por aqui… Beijão, espero te ver no dia 14/08.


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