Publicado por: jessica grant | 10/10/2016

Pós-careca – Outras cabeças

Anos depois, ainda recebo novos comentários neste blog – por isso me deu vontade de fazer um update

Da loucura de raspar o cabelo acho que a parte mais louca foi a de fazer um blog contando a história. Críticas – inúmeras – vieram. Pensei em desistir, mas não queria escrever “pro público”, só estava querendo registrar os dias de careca. Comecei a contabilizar a quantidade de comentários positivos, e eram muito mais que os negativos. Várias meninas dizendo que ainda não tem coragem, mas admiram a atitude. Várias outras que tomaram a tal da coragem e rasparam. Até uma amiga da época do colégio contou que raspou também, e no fim uma pessoa bem próxima também tomou coragem e raspou, encarando o medo e a doença que a deixava com poucos fios. É uma delícia saber que você ajudou alguém a tomar uma decisão que lhe fez bem.

Mais delícia ainda são os depoimentos que recebi de meninas que não queriam raspar para passar pela quimioterapia, e aprenderam a se desapegar do cabelo lendo o blog. Meninas: vocês fizeram tudo isso valer muito mais a pena. E vocês são as verdadeiras corajosas. Sejam, sim, cheias de si e cheias de beleza, mesmo sem os fios de cabelo.

E-mail

Recebi vários e-mails, aqui alguns (que me permitiram publicar):

“Acho que quando penso em raspar a cabeça é por tudo que parece que vem junto, não é só o fato de ‘quero’ por ‘quero’, acho que sempre estamos em uma fase nova, ou algo que estamos passando. Eu também estou em um momento de transformação sabe, e acho que isso vai me ajudar muito, acho que o importante é estar bem contigo mesma, e não ligar para os outros.”

“Muita gente pode estranhar, muita gente pode não gostar, mas tem coisas que precisamos fazer e esquecer um pouco o resto do mundo, pensar na gente mesmo. Tô muito afim de ir amanhã e raspar começar do zero, para mim a sensação de pensar é como se eu fosse nascer novamente. Todo mundo fala: ‘Ahhh, mas corta curtinho joãozinho, não precisa fazer assim’. E eu falo: ‘Mas a vontade é começar tudo de novo deixar tudo pra trás’. E vamos lá.”

“Adivinhaaaa – raspei. A reação das pessoas nos lugares achei que fosse ser bem pior, mas elas olham, acredito que deve dar uma chocada, né? Acho que tô tentando me ensinar algumas coisas. Sinto que é uma beleza fora do padrão, mas me sinto mulher, me sinto bonita, acho que é o que você disse, nos aceitar como somos, desafiar os nossos olhos também.”

Vânia Barbosa [ela me escreveu interessada em raspar, e o fez]

“Tenho dreads há 5 anos. De uns tempos pra cá fiquei com vontade de raspar a cabeça, sentir um pouco de ar, a cabeça leve e principalmente sentir as ondas do mar batendo na minha cabeça. Depois de entrar no seu site tive mais vontade ainda, só me falta um pouco de coragem!”

Bruna Marques [no dia seguinte, Bruna raspou o cabelo]

Blog

Também encontrei vários blogs (e posts) a respeito [quem quiser dividir uns links neste post é só comentar]. Um deles é gringo, What I Learned About Shaving my Head. A história deste não é nova, não, é de 1991 – e isso é o mais interessante. E a garota leva no bom humor a visão de que raspar o cabelo é absurdo, conta os motivos que não envolvem nenhum “porque” sensacional e também conta tudo o que vem da atitude. Quebra, como tentei por aqui, essa ideia das pessoas que precisa ter um bom motivo e que é loucura.

A careca gringa

Heterossexual, a garota conta que teve medo de ser agredida por homofóbicos e isso a fez se interessar mais nos direitos dos homossexuais. Tolerância não tem sido o forte da nossa sociedade, diz aí. Mas ela também conta um outro lado bem bacana: “Because I had read this book [The Content Of Our Character, Shelby Steele], I was able to recognize quickly that people got nervous around me if I was neutral. I was scary. I also knew the antidote: smiling a lot.” [Porque eu tive de ler esse livro, pude reconhecer rapidamente que as pessoas ficavam nervosas ao meu redor se eu estava séria/neutra. Eu dava medo. Eu também sabia o antídoto: sorrir muito.] Realmente, as pessoas se sentem ameaçadas, ainda só não entendi o por quê.

Um fato que ela lembra, também aprendi depois que parei de postar. Na França, após a II Guerra Mundial, as mulheres que tiveram relações sexuais e colaboraram com os nazistas que ocuparam o país tiveram seus cabelos raspados, uma crítica e identificação das traidoras. Bom, vou falar nada, mas o apelido do meu ex é Alemão. Perco o amigo, mas não perco a piada.

A garota também fala da inveja: cara, como isto é verdade! E de chapéus. E de como as pessoas te acham mais “interessante”. Eu, do meu lado, acho que isso é uma falha nossa humana de não saber ver através da aparência: quem não raspou o cabelo ou fez algo louco do lado de fora também pode ser interessante, não?

Facebook e vida fora do virtual

No Facebook também apareceram algumas carecas para compartilhar a cabeça nua comigo, além de cabeleireiros e interessados em geral. O assunto ainda desperta curiosidade, e muitos ainda ficam tentando entender por que alguém faria isso [se você ainda está tentando entender, leia o resto do blog, vai].

Mas confesso que o mais gostoso foi perceber que de repente há garotas carecas em tudo quanto é lugar, sempre confiantes, e isso virou algo comum, e não tão raro quanto era. Que delícia isso! Continuem raspando sempre que quiserem! 🙂

Afinal, até a atriz Carolina Dieckmann, mencionada por 8 a cada 10 pessoas que comentavam meu descabelo (não, eu não contei hahaha), disse na revista Joyce Pascowitch que rasparia de novo! Deve ter algo bom nisso tudo, não? Sim, claro que tem.

Ela compartilhou: “Foi um momento muito rico emocionalmente. Aliás, acho que todo mundo deveria raspar a cabeça um dia. Você se coloca num lugar que é difícil estar. Adoraria que alguém me mandasse raspar a cabeça de novo!”. “Lembro que eu não queria me olhar no espelho. Naquele dia, saí do estúdio e estava chovendo. As gotas explodiam na minha cabeça, faziam um barulho diferente, foi uma avalanche de emoções. E as pessoas olhavam para a minha cara na rua”, lembrou.

Te lembra alguma coisa? Pois é…

Como meu cabelo está hoje? Meio curto, meio longo, mas existente. Se eu vou raspar outra vez? Quem sabe algum dia? Por que não?

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Publicado por: jessica grant | 08/07/2010

De cabelo curto

Do nada, decidi que precisava raspar o cabelo. E raspei. Primeiro moicano, com o resto bem longo, pra ver como ficava. Depois inteiro, máquina dois, porque eu tenho medo do sol na cabeleira branca. Fiz um blog pois queria registrar, para mim [e os pouquíssimos amigos interessados], estes momentos. E minha vida mudou. Juro.

Vai parecer exagerado. Vai parecer repetitivo. Mas é a mais pura verdade.

Eu comecei a sentir mais o mundo, aquele que fica fora de mim. Sentia mais o sol, o vento, a água, a chuva e até os cafunés. Parecia que meus sentidos estavam mais próximos da realidade, esta senhora superestimada da qual eu sempre tive medo. Mais próximos da criação. E essa aproximação fez eu renovar algumas coisas na minha vida. Reaprendi a ser mais saudável, reaprendi que a natureza taí pra ser respeitada. Que, se Deus fez assim, acho bom a gente cuidar com carinho. E essa re-ligação com a natureza em espírito meio hippie faz um bem danado, porque te afasta de um monte de coisa que só faz mal e te traz uma vontade mais positiva de viver no meio da realidade.

De repente, eu, que sempre fui a clássica mulher insegura cheia de “sou feia”, me aceitei. Digo, fisicamente mesmo. Comecei a me achar bonita, com todos os defeitos inclusos, e a me tranquilizar com isto. Se, mesmo careca, tinha gente que gostasse, por que eu não poderia gostar de mim mesma? Até porque, ser sincera contigo, por dentro e por fora, é o que faz de você linda.

Daí foi como uma receita: junta um ingrediente físico, o cabelo raspado, com o momento certo da vida. Solteira, desapeguei daquela necessidade que a sociedade insiste em insistir: “ter alguém”. Morando sozinha, desapeguei daquelas coisas chamadas móveis. Desapeguei e me tornei livre. Livre o suficiente pra encontrar a felicidade em mim mesma, com a ajuda de Deus.

De repente, posso dizer que sou feliz. Que, com Deus ao meu lado, não preciso de mais nada: relacionamentos, objetos, cabelo, beleza. Olho pro espelho e digo: eu gosto de ser esta garota daí. Já realizei todos os sonhos de 2010. Sou realmente feliz.

E, poxa, em pensar que esta autoestima toda começou com uma ideia louca de raspar o cabelo, que foi super criticada por tanta gente… Quem diria. Bom pra mim, poderia servir como incentivo pra alguém. Não raspar o cabelo, mas tomar uma decisão, uma atitude que mude sua vida.

Hoje, sou uma garota de cabelo curto: mais de dois centímetros. Hoje, quero raspar moicano de novo. E amo minha vida, com todos os problemas inclusos, e gosto de ser quem sou, com todos os defeitos inclusos. Raspar o cabelo mudou tudo. Se fizesse de novo? Bom, aí, só se a Ariane Freitas pedir e garantir uma seção de fotos no dia seguinte. Por ora, sou uma garota de cabelo curto, totalmente renovada e feliz. E este espaço fica guardado, com carinho, na minha história.

Publicado por: jessica grant | 13/05/2010

Doação

Doar o cabelo para fazerem perucas para pessoas com câncer em tratamento de quimioterapia foi uma das coisas que cogitei. A complicação foi achar algum lugar que fosse simples, rápido e prático. Costuma ser mais fácil quando tem campanha…

Mas, imagine só, doar o cabelo para tirar o petróleo do mar? Esta é uma ideia passada pra mim por minha amiga de Letras Giovanna, tão vegetariana e mais ecologista que eu. Para quem duvida, confere aqui a matéria publicada no site da Super Interessante:

Cabelos e pêlos de animais são a nova solução encontrada pela ONG Matter of Trust, sediada em São Francisco (Califórnia), para conter o óleo que tem chegado às praias do Golfo do México desde o dia 22 de abril, após o afundamento da plataforma de petróleo Deepsater Horizon, da British Petroleum. Uma semana depois, a Guarda Costeira dos Estados Unidos calculava o vazamento de cerca de 5 mil barris de petróleo por dia.

A Matter of Trust explica que os cabelos são muito eficientes na absorção de óleos, inclusive de petróleo. Por isso, eles estabeleceram parcerias com fazendeiros e cabeleireiros de todo o mundo para conseguir reunir quantidade suficiente de fibras naturais e limpar as praias. Até agora, cerca de 370.000 salões de beleza estão coletando cabelos para a campanha e mais de 200 toneladas de fios chegam à sede da ONG diariamente.

Colocados em meias de náilon, por voluntários, como na foto acima, os cabelos serão deixados na areia das praias.

Para fazer uma doação, preencha o formulário* no site da Matter of Trust. Depois, coloque seus cabelos – de qualquer tipo, desde que sejam da cabeça – em um saco de lixo e armazene em uma caixa. É importante doar cabelos limpos, ou sua capacidade de absorção de óleo já será reduzida. A ONG também aceita pêlos de animais, mas alerta que não seja enviado lixo junto ao material, afinal voluntários vão manusear os fios. Eles também aceitam doação de meias compridas de náilon, em caixas separadas.

Publicado por: jessica grant | 10/05/2010

You don’t care

I dont’t care if your hair is red or shaved
I dont’t care if your hair is red or shaved
I dont’t care if your hair is red or shaved
’cos I love you anyway!

Não consegui achar vídeo ou o próprio som, mas é do Daniel Belleza & os Corações em Fúria, via a maravilhosa Tory Oliveira, que vai me amar até mesmo careca.

Publicado por: jessica grant | 04/05/2010

Fim-de-semana

Sai com minhas amigas para comemorar o aniversário de uma delas. Eis que no meio da balada, eu parada lá no cantinho, um cara de trinta e tantos anos atravessa todas as minhas amigas:

– Posso fazer uma pergunta? Você gosta de menino ou menina?

Careca, com camiseta xadrez masculina, dá pra entender porque por que o cara supôs que eu fosse lésbica. Não é a primeira vez que alguém acha que, por ter raspado o cabelo, não curto homem. E eu só penso: pra que estes “tipos”? Pra que classificar o gosto da pessoa pelo estilo? Acho estranho, mas, bom, não me incomoda, então tudo bem…

Mas a noite seguiu e fui pegar taxi para ir dançar em outro lugar (porque quem gosta de dançar, gosta de dançar, e não de balada). Abraçando a mim mesma para tentar me livrar do frio, eis que o taxista solta:

– Tá esfriando, né? E você com esta careca de fora…

É, tinha esquecido minha boina. Mas a gente segue a vida assim, com pequenos elogios, pequenas críticas, gente achando que pode opinar sobre minha escolha de raspar o cabelo como se entendessem. Vou aprendendo a ignorá-los ou a guardar os bons conselhos.

Mas aprender de verdade, estou é aprendendo a fazer piadas. “Preciso pentear meu cabelo, peraê”, “Tá bagunçado?”, “Mas, cara, tá chovendo, e meu cabelo?!”… Daí, ontem, entrevistei uma banda muito boa do Rio Grande do Sul, a Apanhador Só, e perdi a oportunidade de uma piada muito boa. Tsc, tsc…

– Foi boa a entrevista, mas você não fez nenhuma pergunta cabeluda… – disse brincando Alexandre, o vocalista com um dos olhares mais bonitos que vi nos últimos meses. Todos tinha cabelos volumosos, especialmente os cachos dele e do baterista Martin, e ele se referia à cabeleireira mesmo.

Eu lá podia ter tascado um “ah, é que não tenho mais experiência nesta área”, mas só respondi um “não costumo fazer isto”, rindo. Perdi a piada, poxa. Simples, claro, piada boba, mas é assim que a gente é feliz, não é?

Acham que este blog vai durar pra sempre? não é possível existir tantas histórias sobre careca, queridos… Jajá eu vou parar por aqui, e deixar registrado este período da minha vida pra ler um dia qualquer, depois… Mas vocês podem acompanhar meus continhos no apulga.wordpress.com…!

Publicado por: jessica grant | 27/04/2010

Beleza sem padrão

Eu sou uma pessoa com baixa autoestima. Nunca falei que não gostava da minha aparência esperando “confete”, sempre foi sincero. Não gosto disso, não gosto daquilo. Mas por quê? Bom, porque não é assim, não é assado.

Eu olhava para outras meninas e pensava que queria ter “aquele cabelo”, “aquele nariz”, “aquela cintura”, “aquelas pernas”. Sempre descontente comigo, tanto em épocas de gordinha, quanto em épocas magricelinha. Pra que não se aceitar? Porque eu não era assim, não era assado.

Quando raspei o cabelo eu estava simplesmente pouco me fodendo (sim, grosso assim mesmo) para o que os outros iriam achar. Quem me importava, já tinha aprovado o feito, então os outros não fariam a menor diferença pra mim. Mas, lá no fundo, eu morria de medo dos olhares baixarem minha já baixa autoestima. Dentre um dos motivos secundários – já que o motivo real era minha vontade – tinha um item de beleza. Eu queria arriscar.

Arrisquei ir contra aquele padrão de beleza. Arrisquei dizer que aquilo não importava e que eu queria provar que não moldava o que é ou o que não é realmente belo. Digo, com autoestima recuperada, que eu aprendi a me achar bonita depois de raspar o cabelo.

Quando ganho um elogio, não consigo mais desconsiderá-lo, ignorá-lo ou desconfiar dele. É um elogio, pô, e é pra mim, a garota sem cabelo. Raspar o cabelo e ver que ainda tem gente que me acha bonita é como ver que, atrás daqueles cachos clichês, eu era uma pessoa bonita. Isso anima. Aprendi a me aceitar, não como alguém maravilhosa, mas bonita e ponto. E, como uma garota me disse certa vez, “toda mulher deveria ter o direito de se achar bonita sem ser chamada de ridícula ou metida, é um direito!

Pois berro e repito que, por mais que não consigamos nos livrar 100% do fantasma do padrão de beleza, ele está aí pra ser vencido. Mulher não precisa ser assim ou assado, mulher precisa ser mulher. A beleza de cada uma é sua própria digital. Não preciso ter cabelo para ser bonita, me encaixar nos padrões que a sociedade quer que eu me encaixe. Desde que seja sincero.

E vai ser expulso do meu mundo o próximo a dizer “nossa, mas você ficou bonita até de cabelo raspado”. Até? Eu sou bonita assim, do jeito que sou, do mesmo jeito que você é bonita/o assim, do jeito que é. A beleza veio quando coloquei minha essência pra fora.

Publicado por: jessica grant | 26/04/2010

Almofadinha

Tinha raspado o cabelo a tarde, as sensações ainda eram todas novas. Fui para a casa de um amigo meu e, conversando com ele, apoiei a cabeça na parede. De repente, parecendo que eu tinha mexido em algo da parede, desencostei. Olhei e lá estava a parede, toda branca, com nada de mais. Encostei novamente e senti a mesma sensação. Desencostei e comecei a rir: era o cabelo.

Quando coloquei um lenço e quando coloquei um capuz senti a mesma coisa, como se tivesse uma coisa fofa sobre minha cabeça. Até hoje, maiorzinho, ele dá esta sensação de vez em quando, como se eu tivesse uma almofadinha entre o mundo e a minha careca. Que, por sinal, está nova de novo. Raspei máquina dois a segunda vez este fim-de-semana.

Publicado por: jessica grant | 23/04/2010

Da infância

Vai saber se isso não ficou na memória e me influênciou agora, depois de velha, a virar a careca? Brincadeiras a parte, quem me lembrou do nome da boneca do programa infantil da TV Cultura, Rá Tim Bum, foi a jornalista Clara Camargo. “Lembra, Jé?” ela falou toda animada algum dia na Paulista. “Céus, e não é que lembro?” Às vezes nossa memória é melhor do que pensamos…

Publicado por: jessica grant | 22/04/2010

Não vai faltar ideias

Lembra quando eu dei a dica de um site para aprender várias formas de amarrar os lenços? Hoje encontrei, no blog da Cris Guerra, hoje vou assim, um post com vários tutoriais. Alguns repetem os que já passei para vocês, mas inclusive o que eu mencionei que ficou de fora está lá. Outro aspecto positivo é que, além de deseinhos, o post de lá tem fotos, o que dá pra ter uma ideia melhor de como fica o visual final. Confere lá e se diverte amarrando por aí…

Publicado por: jessica grant | 21/04/2010

Repercussão

Desde que comecei o blog recebi as mais diversas críticas, os vários comentários não identificados (e não aprovados por isso) e as respostas positivas de pessoas que concordavam comigo. Acho que umas três meninas comentaram contando as histórias delas, também carecas. Uma delas eu entrei em contato e ela me contou um pouquinho do que foi para ela e, depois do meu último post, também compartilhou os acessórios que usa para enfeitar a careca. Destaque para a flor preta e branca, que acho uma das mais bonitas. Com vocês, Carla:

“Raspei meu cabelo ontem, em casa mesmo. Há tempos tinha vontade de fazer isso como um símbolo de desprendimento e quebra de paradigmas. Sempre trabalhei em empresas que exigem um “modelo” de pessoa com uma aparência agradável, que não agrida seus clientes. Mas que está cheia de funcionários tão perfeitos fisicamente, mas  que muitas vezes têm personalidade fraca e são acomodados. Mudar não é fácil, exige coragem e a disposição de assumir riscos. Conheço muitas pessoas que são adeptas ao: “Tô na merda, mas tá quentinho” e que morrem de medo de viver algo novo, mesmo sabendo que só tentando é que temos a oportunidade de saber o que acontece no final. (…) Pra quem me conhece de perto sabe exatamente o quanto o cabelo sempre representou pra mim. Simplesmente TUDO. Quando você não tem cabelo lembra que tem um corpo, um rosto, unhas, personalidade e atitude e que tudo isso também faz com que você seja bela. Raspar a cabeça traz a sensação de renovação, de reinício.”

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