Contei os porquês, contei como foi, mas ainda não contei por aqui a história de como começou tudo isso. Para quem interessar possa, ou somente para registrar, eis aqui como eu decidi virar a careca…
Na verdade sempre quis raspar, viver uma coisa assim, diferente, cheia de novidades para alguém que sempre teve cabelo comprido. Sempre quis sentir como era não ser igual aos outros visualmente, mas se sentir dona de si mesma. Sempre quis isso, nem sabia direito o porquê, mas sempre morria de medo. Pensava que ficaria feio, me importava com os comentários que viriam, os elogios falsos… me incomodava a ideia de que eu poderia virar o alvo de brincadeiras sem gosto. Deixei a ideia pra lá.
Junho de 2009 e minha prima se casava. Conversando com a prima do noivo, que tinha o cabelo curto maravilhoso pelo qual me apaixonei, descobri que ela tinha raspado há mais ou menos um ano. Fiquei pasma e cochichei para o namorado da época: “eu quero ter esta coragem!” Ele sorriu e olhou para o cabelão cacheado… Deve ter pensado: “nunca terá!”
Em agosto a vontade voltou, fiquei matutando silenciosamente, até porque eu não poderia mexer em um centímetro do meu cabelo até o casamento da minha irmã, sob risco de morte. Comecei a perguntar para meus amigos o que achavam, e as respostas sempre vinham confusas.
Um dia abri o assunto no twitter e acho que foi quando eu recebi mais respostas… Isso já era em setembro, e foi quando comecei a brincadeira. As pessoas que me apoiavam eram aquelas que eu admirava ou o jeito de viver, ou as atitudes, ou o estilo. Quem negava, por mais que fosse meu amigo, não tinham tanto a ver comigo enquanto personalidade e escolhas. Me animei e decidi: vou raspar!
Mas o medo das reações negativas continuava, e foi então que percebi que eu tinha de me preparar para o que iria ouvir. Juntei a necessidade de “sondar o ambiente” com a vontade de me divertir e comecei a fazer uma votação via Twitter, Facebook, estas coisas. Acabou que deu, no dia 25 de novembro, 21X17, a favor da careca (e propositalmente parado neste ponto, é claro…). Ver que 38 pessoas se importaram em destacar sua opinião sobre meu cabelo foi uma previsão do quanto eu teria de ouvir comentários – a favor ou contra. Mas, confesso, me diverti pra caramba vendo os votos desesperados de “siiim, tudo a ver com vc!” e “nãããão, por favor, nãããão”… Ria aos montes!
Fiz uma seção de fotos com minha amiga Ariane Freitas e raspei o moicano. Pensei: “já que vou raspar tudo, vou matar minha curiosidade e ver como fica um moicanão”. Deixei o cabelo comprido e raspei só nas laterais. AMEI o visual e penso em repetir o corte algum dia. Daí foi uma questão de meses para passar a máquina, e virar quem hoje sou.
Simples assim, uma história de uma decisão, só isso. Nada de mais…

Neste site acho que falta aquela faixa que tem um nó no topo da cabeça, como da imagem ao lado, que compõe um visual um pouco mais moderno quando bem usado. Um vestidinho ou até mesmo uma camisa larguinha com shorts combinam muito bem!