Publicado por: jessica grant | 08/07/2010

De cabelo curto

Do nada, decidi que precisava raspar o cabelo. E raspei. Primeiro moicano, com o resto bem longo, pra ver como ficava. Depois inteiro, máquina dois, porque eu tenho medo do sol na cabeleira branca. Fiz um blog pois queria registrar, para mim [e os pouquíssimos amigos interessados], estes momentos. E minha vida mudou. Juro.

Vai parecer exagerado. Vai parecer repetitivo. Mas é a mais pura verdade.

Eu comecei a sentir mais o mundo, aquele que fica fora de mim. Sentia mais o sol, o vento, a água, a chuva e até os cafunés. Parecia que meus sentidos estavam mais próximos da realidade, esta senhora superestimada da qual eu sempre tive medo. Mais próximos da criação. E essa aproximação fez eu renovar algumas coisas na minha vida. Reaprendi a ser mais saudável, reaprendi que a natureza taí pra ser respeitada. Que, se Deus fez assim, acho bom a gente cuidar com carinho. E essa re-ligação com a natureza em espírito meio hippie faz um bem danado, porque te afasta de um monte de coisa que só faz mal e te traz uma vontade mais positiva de viver no meio da realidade.

De repente, eu, que sempre fui a clássica mulher insegura cheia de “sou feia”, me aceitei. Digo, fisicamente mesmo. Comecei a me achar bonita, com todos os defeitos inclusos, e a me tranquilizar com isto. Se, mesmo careca, tinha gente que gostasse, por que eu não poderia gostar de mim mesma? Até porque, ser sincera contigo, por dentro e por fora, é o que faz de você linda.

Daí foi como uma receita: junta um ingrediente físico, o cabelo raspado, com o momento certo da vida. Solteira, desapeguei daquela necessidade que a sociedade insiste em insistir: “ter alguém”. Morando sozinha, desapeguei daquelas coisas chamadas móveis. Desapeguei e me tornei livre. Livre o suficiente pra encontrar a felicidade em mim mesma, com a ajuda de Deus.

De repente, posso dizer que sou feliz. Que, com Deus ao meu lado, não preciso de mais nada: relacionamentos, objetos, cabelo, beleza. Olho pro espelho e digo: eu gosto de ser esta garota daí. Já realizei todos os sonhos de 2010. Sou realmente feliz.

E, poxa, em pensar que esta autoestima toda começou com uma ideia louca de raspar o cabelo, que foi super criticada por tanta gente… Quem diria. Bom pra mim, poderia servir como incentivo pra alguém. Não raspar o cabelo, mas tomar uma decisão, uma atitude que mude sua vida.

Hoje, sou uma garota de cabelo curto: mais de dois centímetros. Hoje, quero raspar moicano de novo. E amo minha vida, com todos os problemas inclusos, e gosto de ser quem sou, com todos os defeitos inclusos. Raspar o cabelo mudou tudo. Se fizesse de novo? Bom, aí, só se a Ariane Freitas pedir e garantir uma seção de fotos no dia seguinte. Por ora, sou uma garota de cabelo curto, totalmente renovada e feliz. E este espaço fica guardado, com carinho, na minha história.

Publicado por: jessica grant | 13/05/2010

Doação

Doar o cabelo para fazerem perucas para pessoas com câncer em tratamento de quimioterapia foi uma das coisas que cogitei. A complicação foi achar algum lugar que fosse simples, rápido e prático. Costuma ser mais fácil quando tem campanha…

Mas, imagine só, doar o cabelo para tirar o petróleo do mar? Esta é uma ideia passada pra mim por minha amiga de Letras Giovanna, tão vegetariana e mais ecologista que eu. Para quem duvida, confere aqui a matéria publicada no site da Super Interessante:

Cabelos e pêlos de animais são a nova solução encontrada pela ONG Matter of Trust, sediada em São Francisco (Califórnia), para conter o óleo que tem chegado às praias do Golfo do México desde o dia 22 de abril, após o afundamento da plataforma de petróleo Deepsater Horizon, da British Petroleum. Uma semana depois, a Guarda Costeira dos Estados Unidos calculava o vazamento de cerca de 5 mil barris de petróleo por dia.

A Matter of Trust explica que os cabelos são muito eficientes na absorção de óleos, inclusive de petróleo. Por isso, eles estabeleceram parcerias com fazendeiros e cabeleireiros de todo o mundo para conseguir reunir quantidade suficiente de fibras naturais e limpar as praias. Até agora, cerca de 370.000 salões de beleza estão coletando cabelos para a campanha e mais de 200 toneladas de fios chegam à sede da ONG diariamente.

Colocados em meias de náilon, por voluntários, como na foto acima, os cabelos serão deixados na areia das praias.

Para fazer uma doação, preencha o formulário* no site da Matter of Trust. Depois, coloque seus cabelos – de qualquer tipo, desde que sejam da cabeça – em um saco de lixo e armazene em uma caixa. É importante doar cabelos limpos, ou sua capacidade de absorção de óleo já será reduzida. A ONG também aceita pêlos de animais, mas alerta que não seja enviado lixo junto ao material, afinal voluntários vão manusear os fios. Eles também aceitam doação de meias compridas de náilon, em caixas separadas.

Publicado por: jessica grant | 10/05/2010

You don’t care

I dont’t care if your hair is red or shaved
I dont’t care if your hair is red or shaved
I dont’t care if your hair is red or shaved
’cos I love you anyway!

Não consegui achar vídeo ou o próprio som, mas é do Daniel Belleza & os Corações em Fúria, via a maravilhosa Tory Oliveira, que vai me amar até mesmo careca.

Publicado por: jessica grant | 04/05/2010

Fim-de-semana

Sai com minhas amigas para comemorar o aniversário de uma delas. Eis que no meio da balada, eu parada lá no cantinho, um cara de trinta e tantos anos atravessa todas as minhas amigas:

- Posso fazer uma pergunta? Você gosta de menino ou menina?

Careca, com camiseta xadrez masculina, dá pra entender porque por que o cara supôs que eu fosse lésbica. Não é a primeira vez que alguém acha que, por ter raspado o cabelo, não curto homem. E eu só penso: pra que estes “tipos”? Pra que classificar o gosto da pessoa pelo estilo? Acho estranho, mas, bom, não me incomoda, então tudo bem…

Mas a noite seguiu e fui pegar taxi para ir dançar em outro lugar (porque quem gosta de dançar, gosta de dançar, e não de balada). Abraçando a mim mesma para tentar me livrar do frio, eis que o taxista solta:

- Tá esfriando, né? E você com esta careca de fora…

É, tinha esquecido minha boina. Mas a gente segue a vida assim, com pequenos elogios, pequenas críticas, gente achando que pode opinar sobre minha escolha de raspar o cabelo como se entendessem. Vou aprendendo a ignorá-los ou a guardar os bons conselhos.

Mas aprender de verdade, estou é aprendendo a fazer piadas. “Preciso pentear meu cabelo, peraê”, “Tá bagunçado?”, “Mas, cara, tá chovendo, e meu cabelo?!”… Daí, ontem, entrevistei uma banda muito boa do Rio Grande do Sul, a Apanhador Só, e perdi a oportunidade de uma piada muito boa. Tsc, tsc…

- Foi boa a entrevista, mas você não fez nenhuma pergunta cabeluda… – disse brincando Alexandre, o vocalista com um dos olhares mais bonitos que vi nos últimos meses. Todos tinha cabelos volumosos, especialmente os cachos dele e do baterista Martin, e ele se referia à cabeleireira mesmo.

Eu lá podia ter tascado um “ah, é que não tenho mais experiência nesta área”, mas só respondi um “não costumo fazer isto”, rindo. Perdi a piada, poxa. Simples, claro, piada boba, mas é assim que a gente é feliz, não é?

Acham que este blog vai durar pra sempre? não é possível existir tantas histórias sobre careca, queridos… Jajá eu vou parar por aqui, e deixar registrado este período da minha vida pra ler um dia qualquer, depois… Mas vocês podem acompanhar meus continhos no apulga.wordpress.com…!

Publicado por: jessica grant | 27/04/2010

Beleza sem padrão

Eu sou uma pessoa com baixa autoestima. Nunca falei que não gostava da minha aparência esperando “confete”, sempre foi sincero. Não gosto disso, não gosto daquilo. Mas por quê? Bom, porque não é assim, não é assado.

Eu olhava para outras meninas e pensava que queria ter “aquele cabelo”, “aquele nariz”, “aquela cintura”, “aquelas pernas”. Sempre descontente comigo, tanto em épocas de gordinha, quanto em épocas magricelinha. Pra que não se aceitar? Porque eu não era assim, não era assado.

Quando raspei o cabelo eu estava simplesmente pouco me fodendo (sim, grosso assim mesmo) para o que os outros iriam achar. Quem me importava, já tinha aprovado o feito, então os outros não fariam a menor diferença pra mim. Mas, lá no fundo, eu morria de medo dos olhares baixarem minha já baixa autoestima. Dentre um dos motivos secundários – já que o motivo real era minha vontade – tinha um item de beleza. Eu queria arriscar.

Arrisquei ir contra aquele padrão de beleza. Arrisquei dizer que aquilo não importava e que eu queria provar que não moldava o que é ou o que não é realmente belo. Digo, com autoestima recuperada, que eu aprendi a me achar bonita depois de raspar o cabelo.

Quando ganho um elogio, não consigo mais desconsiderá-lo, ignorá-lo ou desconfiar dele. É um elogio, pô, e é pra mim, a garota sem cabelo. Raspar o cabelo e ver que ainda tem gente que me acha bonita é como ver que, atrás daqueles cachos clichês, eu era uma pessoa bonita. Isso anima. Aprendi a me aceitar, não como alguém maravilhosa, mas bonita e ponto. E, como uma garota me disse certa vez, “toda mulher deveria ter o direito de se achar bonita sem ser chamada de ridícula ou metida, é um direito!

Pois berro e repito que, por mais que não consigamos nos livrar 100% do fantasma do padrão de beleza, ele está aí pra ser vencido. Mulher não precisa ser assim ou assado, mulher precisa ser mulher. A beleza de cada uma é sua própria digital. Não preciso ter cabelo para ser bonita, me encaixar nos padrões que a sociedade quer que eu me encaixe. Desde que seja sincero.

E vai ser expulso do meu mundo o próximo a dizer “nossa, mas você ficou bonita até de cabelo raspado”. Até? Eu sou bonita assim, do jeito que sou, do mesmo jeito que você é bonita/o assim, do jeito que é. A beleza veio quando coloquei minha essência pra fora.

Publicado por: jessica grant | 26/04/2010

Almofadinha

Tinha raspado o cabelo a tarde, as sensações ainda eram todas novas. Fui para a casa de um amigo meu e, conversando com ele, apoiei a cabeça na parede. De repente, parecendo que eu tinha mexido em algo da parede, desencostei. Olhei e lá estava a parede, toda branca, com nada de mais. Encostei novamente e senti a mesma sensação. Desencostei e comecei a rir: era o cabelo.

Quando coloquei um lenço e quando coloquei um capuz senti a mesma coisa, como se tivesse uma coisa fofa sobre minha cabeça. Até hoje, maiorzinho, ele dá esta sensação de vez em quando, como se eu tivesse uma almofadinha entre o mundo e a minha careca. Que, por sinal, está nova de novo. Raspei máquina dois a segunda vez este fim-de-semana.

Publicado por: jessica grant | 23/04/2010

Da infância

Vai saber se isso não ficou na memória e me influênciou agora, depois de velha, a virar a careca? Brincadeiras a parte, quem me lembrou do nome da boneca do programa infantil da TV Cultura, Rá Tim Bum, foi a jornalista Clara Camargo. “Lembra, Jé?” ela falou toda animada algum dia na Paulista. “Céus, e não é que lembro?” Às vezes nossa memória é melhor do que pensamos…

Publicado por: jessica grant | 22/04/2010

Não vai faltar ideias

Lembra quando eu dei a dica de um site para aprender várias formas de amarrar os lenços? Hoje encontrei, no blog da Cris Guerra, hoje vou assim, um post com vários tutoriais. Alguns repetem os que já passei para vocês, mas inclusive o que eu mencionei que ficou de fora está lá. Outro aspecto positivo é que, além de deseinhos, o post de lá tem fotos, o que dá pra ter uma ideia melhor de como fica o visual final. Confere lá e se diverte amarrando por aí…

Publicado por: jessica grant | 21/04/2010

Repercussão

Desde que comecei o blog recebi as mais diversas críticas, os vários comentários não identificados (e não aprovados por isso) e as respostas positivas de pessoas que concordavam comigo. Acho que umas três meninas comentaram contando as histórias delas, também carecas. Uma delas eu entrei em contato e ela me contou um pouquinho do que foi para ela e, depois do meu último post, também compartilhou os acessórios que usa para enfeitar a careca. Destaque para a flor preta e branca, que acho uma das mais bonitas. Com vocês, Carla:

“Raspei meu cabelo ontem, em casa mesmo. Há tempos tinha vontade de fazer isso como um símbolo de desprendimento e quebra de paradigmas. Sempre trabalhei em empresas que exigem um “modelo” de pessoa com uma aparência agradável, que não agrida seus clientes. Mas que está cheia de funcionários tão perfeitos fisicamente, mas  que muitas vezes têm personalidade fraca e são acomodados. Mudar não é fácil, exige coragem e a disposição de assumir riscos. Conheço muitas pessoas que são adeptas ao: “Tô na merda, mas tá quentinho” e que morrem de medo de viver algo novo, mesmo sabendo que só tentando é que temos a oportunidade de saber o que acontece no final. (…) Pra quem me conhece de perto sabe exatamente o quanto o cabelo sempre representou pra mim. Simplesmente TUDO. Quando você não tem cabelo lembra que tem um corpo, um rosto, unhas, personalidade e atitude e que tudo isso também faz com que você seja bela. Raspar a cabeça traz a sensação de renovação, de reinício.”

Publicado por: jessica grant | 13/04/2010

Pra cabeça

Sempre fui fã de chapéus. Tenho quase quinze lá em casa, todos comprados há pelos menos dois anos, visto que desde então caiu a ficha de que, mais que aquilo, era desnecessário.

No Brasil não é muito comum, mas acho que quem gosta deve aproveitar o inverno para usar, ter o frio como desculpa. Mas, com cabelo curto ou raspado, a desculpa vira verdadeira… Além de compor um visual divertido e irreverente com as roupas, chapéus e alguns tipos de boinas também esquentam a cabeça. E, para quem não sabe, esquentar o topo do corpo é essencial para manter o resto também quentinho.

Chapéus

O bom dos chapéus é que são clássicos e existem para todos os tipos de cabeças, todos os formatos de rostos e todos os gostos. O complicado deles quando se tem cabelo curto, é que podem parecer muito grandes e desproporcionais, que é o que eu sinto com os que tenho. A dica é focar nos modelos fechados, para esquentar mais, e menores, para não dar este efeito. No Brasil existe a marca/loja Pralana. Além de modelos que não gosto, desses meio sertanejo (“American”, como eles chamam), a marca possui outros que valem a pena. Recomendo as boinas e bonés, os chapéus Copa e alguns dos modelos Donna. Estes são os nomes usados pela própria marca. Usando os nomes conhecidos, eu recomendo Boinas, Fedora, Cloche, justinho ou maior, e Trilby.

A Fedora[modelo legal no link!] é o mais urbano, alguns deles com aba dobrada ficam super divertidos. Mais feminino e numa versão larga, o chapéu Cloche[modelo legal no link!] é bonito, mas quando vem em modelos maiores é melhor usar de dia.

Eu tenho alguns deste Cloche larguinhos, mas ficam feios com o cabelo curto, diminuindo muito o tamanho da cabeça. Dependendo do tamanho da aba do Fedora isso também pode acontecer, como ocorre com o meu fedora preto. Tão triste, porque ele é super feminino e tem até renda!

Em cima: chapéu preto fedora com a aba grande não funciona sem cabelo, o mesmo vale para o cloche branco, até com a aba dobrada. Em baixo: um mais simples faz a graça dos dias frios, um chocle cinza com aba semi-dobrada também é bom e a fedora menor bege fica "no ponto".

Boinas

A graça das boinas com o cabelo curto ou raspado é que elas são menores, então não ficam desproporcionais. Também são mais justinhas e esquentam mais. Na minha opinião, boinas e bonés femininos são mais fáceis de combinar com as roupas, até porque o público brasileiro parece mais acostumado com eles. Tanto as boinas com aba, muitas vezes chamadas já de bonés, quanto as sem aba (tem aquelas francesinhas fofas, sabe?) são válidas. Boinas mais para o frio, são feitas com lã e super caseiras. Atrevo a dizer que dão um toque “folk”, hehe. Com os chapéus, é sempre melhor compor um visual mais discreto, pra não sobrecarregar, mas com as boinas dá pra exagerar um pouquinho no look, como com cores mais fortes, vestidos mais curtos, ou até um sapato mais, digamos, marcante.

Em cima: boné verde militar fica legal, mas pesado para cabelo curto, muito masculino; boina de lã rosa fica super fofa (e quentinha!). Em baixo: boina com aba marrom dá um ar de maquinista, divertida e bonita; boina preta e branca também esquenta bastante e esta é a mais fácil de combinar com as roupas.

Casquetes e arquinhos

Casquetes, que já tão em moda faz um tempinho, é um pequeno chapéu colocado de ladinho. Os modernos se tornaram arquinhos com um enfeite um pouco maior, algumas penas, alguns desenhos que se destacam no meio da cabeça. O blog Petiscos uma vez explicou a diferença entre os casquetes e os voilettes, que são aqueles que têm a redinha.

Com o cabelo curto, fica mais que divertido. Não esquenta em nada, então se este é seu objetivo, pode esquecer. São somente para enfeitar o look e… bom, só pra isso. Tem aqueles que são mais chapéuzinhos mesmo, e aqueles que parecem mais enfeites, como tem na Gotlib Vintage e na Quero um de cada, respectivamente. A Accessorize costuma ter um monte, também achei alguns na Flor de Cris.

Algumas tiaras e os arquinhos evoluíram dos casquetes menores, e viraram um enfeite solto na cabeça. As de florzinha estão pra tudo quanto é lado. Headbands fininhos, aqueles que ficam reto na cabeça, com flores também são legais para os cabelos curtos, porque criam uma graça a mais.

Uma headband com florzinha dourada é perfeita pra sair à noite, e o arquinho com flor, uma "evolução" das casquetes, fica bonito e pode ser usado com roupas mais leves e femininas.

Com tanta opção para esquentar e enfeitar a cabeça, não tem mais desculpa pra falar que cabelo raspado não tem graça. Mesmo já crescidinho, como vocês já devem ter reparado que ele está, parece todo dia a mesma coisa e eu faço questão de usar o meu guarda-roupa-de-cabeça (=P) pra animar a rotina. Se não, já pensou ficar todo dia assim:

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